ARMÍNIO FRAGA AFIRMA QUE O BRASIL PRECISA RETORNAR À ROTA DE CRESCIMENTO E RIQUEZA

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“Temos muito trabalho pela frente para colocar o Brasil novamente numa rota de crescimento e de riqueza”. A afirmação foi feita pelo economista Armínio Fraga’ sócio fundador da Gávea Investimentos’ durante palestra na 6ª Conseguro’ que acontece hoje e amanhã em Brasília.

A grande questão para o ex-presidente do Banco Central (1999 a 2003) foram os acontecimentos que levaram o Brasil a sair da rota de crescimento que vinha vivenciando desde a década de 1990. “Meu diagnóstico é simples: estamos adotando alguns modelos errados’ de políticas que não deram certo em outros governos que enfrentaram crises”’ disse.

Segundo ele’ nos últimos anos’ o Brasil cresceu focado no consumo’ o que é natural para chegar a uma segunda fase’ com investimentos para atender à demanda. No entanto’ a partir do segundo mandato do governo Lula’ houve uma mudança no cenário internacional’ que exige alterações para não gerar resultados frustrantes’ como aconteceu com os investimentos em infraestrutura’ que foram abaixo das reais necessidades.

Para Armínio Fraga’ o país ainda enfrenta inflação elevada’ considerando-se os preços controlados pelo governo’ com o de combustíveis’ que tem asfixiado a Petrobras’ e os de transportes públicos. “Sem esse controle’ a inflação teria chegado a 7% ou mais”’ avalia.

O economista também recomenda uma integração global que vá além do comércio e considere as ideias e os serviços’ e entende que é preciso investir na disciplina macroeconômica para ter inflação mais baixa e estável’ criando condições de o Brasil ter taxas de juros mais baixas para todos e não só para quem tem acesso aos financiamentos do BNDES. “Falta crença em instituições e ênfase na construção de um estado mais eficiente. Não há casos de países que tenham se desenvolvido sem um estado transparente e que entrega o que é de direito”’ recomenda.

Ele conclui afirmando que o mundo anda rápido demais e que o Brasil tem de correr para mudar a tendência de baixo crescimento e de indicadores que geram incertezas e inibem investimentos vitais para geração de empregos e aumento da renda. “Não temos tempo a perder. É um desafio viável’ mas vai dar trabalho. O bom é que trabalho não mata ninguém”.

“Há também uma fragilização das agências reguladoras’ entidades novas que precisam continuar seu ciclo de evolução”’ comentou. Fraga acredita que é preciso voltar a um ciclo de investimentos após a paralisação verificada nos programas de concessão. “Isso tem custado caro ao Brasil’ vivemos um período de pouco planejamento’ que levou à crise na infraestrutura”’ alerta.

 

Fonte: CNseg

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