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Mercado segurador paga R$ 27,9 bilhões a consumidores e empresas em SP

O mercado segurador pagou R$ 27,9 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios no Estado de São Paulo entre janeiro e junho de 2026. Os dados são da Conjuntura CNseg, elaborada com informações do SES/Susep, e consideram o setor de seguros sem Saúde Suplementar.

O valor reúne pagamentos de diferentes naturezas e inclui indenizações de sinistros, pagamento de benefícios e resgates de recursos de previdência e capitalização. “São recursos que chegam a consumidores e empresas para ajudar a preservar renda e patrimônio, dar suporte diante de imprevistos e cumprir compromissos assumidos ao longo do tempo. É uma demonstração concreta da importância do setor de seguros para a proteção e o planejamento financeiro da sociedade”, afirma a presidente do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo (Sindseg-SP), Patrícia Chacon (foto).

No seguro Automóvel, por exemplo, foram pagos R$ 8,3 bilhões, alta nominal de 12% em relação ao mesmo período de 2025. No Patrimonial, o volume chegou a R$ 1,65 bilhão, alta de 12,5%. Já nos Seguros de Pessoas, foram R$ 3,74 bilhões, avanço de 7,3%.

Mercado avança em segmentos estratégicos

Outro recorte da Conjuntura CNseg mostra que a arrecadação do mercado paulista somou R$ 83,4 bilhões no primeiro semestre. O indicador reúne prêmios de seguros, contribuições de previdência aberta e recursos de capitalização. São Paulo respondeu por 40,3% do total nacional no período.

O resultado consolidado ficou 1,9% abaixo do primeiro semestre de 2025, embora diversos segmentos tenham registrado crescimento. Danos e Responsabilidades teve alta de 5,7%, enquanto os Seguros de Pessoas avançaram 9%.

Entre os destaques estão o seguro de Vida, com crescimento de 10,5% e R$ 8,6 bilhões em arrecadação, e o Prestamista, que avançou 18,8%, para R$ 5,3 bilhões. Riscos Financeiros registraram alta de 24,7%, chegando a R$ 3,47 bilhões, enquanto o Habitacional cresceu 23,7%, para R$ 1,47 bilhão. No Rural, a arrecadação alcançou R$ 1,16 bilhão, 13,2% acima do primeiro semestre de 2025.

“O resultado mostra um mercado diversificado e presente em áreas importantes da economia. A proteção alcança a renda e o patrimônio das famílias, mas também está ligada ao crédito, à produção, aos investimentos e à continuidade dos negócios”, finaliza Patrícia Chacon.

Os dados fazem parte da Conjuntura CNseg nº 139, com informações acumuladas até junho de 2026.

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