NOVAS TECNOLOGIAS E MEGABLOCOS AFETARÃO MERCADO SEGURADOR

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O mercado segurador deve se preparar para conviver com um perde-ganha em seus negócios’ caso cinco revoluções tecnológicas ganhem escala global e’ ao lado disso’ o Brasil’ no plano geopolítico’ continue fora dos três megablocos de livre comércio em gestação pelo planeta. A advertência é do jornalista Andrés Oppenhemer’ da CNN International’ um dos palestrantes estrangeiros presentes no 7º Insurance Service Meeting’ promovido pela CNseg neste fim de semana (de 8 a 10)’ no Club Med de Mangaratiba’ na Costa Verde do Rio de Janeiro.

Andrés Oppenhemer’ uma das pessoas mais influentes do mundo’ listou cinco revoluções tecnológicas que podem ter impactos no modo de fazer negócios e’ portanto’ devem ser consideradas nos planos estratégicos das corporações. Tudo porque as inovações tecnológicas e as guinadas geopolíticas estarão em curso no prazo de cinco a 10 anos. Para ele’ países emergentes’ como o Brasil’ com tradição de investir pouco em inovação e conhecimento’ podem pagar uma conta cara’ já que as commodities’ que garantiram elevados superávits comerciais até passado recente’ tendem a perder a corrida para a economia do conhecimento.

Nesse cenário complexo’ as impressoras 3D serão as protagonistas da primeira grande revolução industrial. Isso porque’ após 30 anos de existência’ as impressoras 3D começam a encerrar seu principal gargalo: estão deixando de ser muito grandes e passando a ser compactas’ garantindo seu uso pessoal e massificado. A exemplo do computador pessoal’ que se tornou um item massificado após ser compactado por Bill Gates’ as novas impressoras 3D vão permitir que marcas disponibilizem o design dos produtos na internet’ deixando ao consumidor a tarefa de fazer a customização do item.

Uma segunda revolução tem relação com os transportes e pode alterar o modus operandi dos seguros de cascos de automóveis e de responsabilidade civil. Trata-se do carro sem motorista’ projeto que envolve desde o Google até montadoras como Audi’ Volkswagem e Mercedes-Benz. O carro sem motorista já está sendo testado nas ruas de estados americanos e exibe uma ótima performance em termos de sinistralidade.

Para o jornalista da CNN’ tal tecnologia reduzirá muitos os acidentes de trânsito’ já que 95% das colisões ou atropelamentos se devem a falhas humanas. Cálculos indicam que’ nesse cenário de risco decrescente’ a apólice por colisão terá prêmios em franca queda. Deverá diminuir 20% até 2017′ passando para uma queda de 80% entre 2018 e 2022 ‘ dado ao uso desta tecnologia. Resultado: as seguradoras terão de ser menos dependentes da produção de automóvel e apostar na diversificação’ diz Oppenheimer.

Nesse sentido’ apesar da lacuna legal’ a aposta em seguros de responsabilidade civil envolvendo eventuais problemas da nova tecnologia pode ser promissora. Até porque’ em paralelo ao carro sem motorista’ está em andamento o uso de drones para fins comerciais. Inicialmente usados como arma de guerra’ os veículos aéreos não tripulados já são testados por redes como a Domino’s (famosa rede de pizzarias norte-americana) na entrega de pizzas. Mas podem colidir durante os translados”’ abrindo novos negócios para as seguradoras’ brincou o jornalista.

A terceira revolução tecnológica atende aos interesses das operadoras de saúde. Aqueles relógios de pulso que hoje medem passos dados’ batimentos cardíacos e hora de sono terão novas funcionalidades. Um bom exemplo disso será identificar alterações no seu batimento cardíaco’ repassando dados imediatamente ao médico para agilizar o atendimento e reduzir os riscos. Na educação’ estratégica também para o desenvolvimento’ programas prometem revolucionar o ensino’ alterando seus paradigmas. No futuro’ o aluno estudará em casa e fará seus deveres na escola’ ajudado pela tecnologia. O ensino individualizado promete saltos em termos de qualidade. Da área espacial virá a quinta revolução. Pesquisas abrem caminho para fomentar o turismo espacial’ garantindo riscos e oportunidades para a indústria de seguros. 

 

Fonte: CNseg

 

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