O MERCADO DE RISCO ENGENHARIA NO BRASIL

0
309

                                                      *Por André Guidetti

As grandes obras de infraestrutura e construção civil no Brasil geraram maior demanda por seguros de risco engenharia que’ segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados)’ movimentou R$ 458’3 milhões em 2010 e R$ 877’8 milhões em 2011′ apresentando um crescimento de 48%. O desempenho do segmento nesse período deve-se aos investimentos que o Brasil recebeu para construção e reformas de estádios’ estradas’ portos’ aeroportos e transporte público para sediar a Copa do Mundo FIFA 2014™. O bom momento econômico que o país apresentava também ajudou’ já que os investimentos estrangeiros estavam em alta.

Este ano’ a expectativa do mercado segurador é de menor crescimento para o risco engenharia’ isso porque muitos investimentos já foram realizados e’ no momento’ diversos projetos já estão em andamento. Leva-se em conta também a atual conjuntura econômica do Brasil’ no qual fez com que alguns projetos fossem adiados’ principalmente no primeiro semestre.  

Além de cobrir acidentes durante a execução da obra’ segurar possíveis erros de engenharia e garantir as indenizações’ esse seguro também é um importante instrumento para reduzir os custos dos projetos. Isso porque as empresas do segmento securitário (seguradoras e corretoras) realizam um amplo estudo para mitigar os riscos no período que a obra está em andamento. Assim’ os riscos de acidentes’ que atrasam o projeto e geram mais custos de pessoas e material’ é diminuído ao máximo. O risco engenharia também viabiliza os financiamentos dos projetos’ já que bancos e financeiras exigem que o seguro esteja contratado para liberar o empréstimo.

É importante esclarecer as modalidades de coberturas do risco engenharia. De forma simples e didática’ temos a cobertura básica para obras civis em construção e para instalação e montagem. A primeira garante a indenização dos prejuízos ocorridos durante a construção de obras civis em rodovias’ túneis’ pontes’ usinas e indústrias’ por meio da contratação de coberturas básicas e acessórias’ definidas a partir do conhecimento do risco. A segunda garante a indenização dos prejuízos ocorridos durante a fase de montagem e instalação de máquinas e equipamentos’ tais como turbinas’ geradores’ caldeiras’ etc. Da mesma forma que a anterior. Temos também as coberturas acessórias para despesas extraordinárias; tumultos; testes de equipamentos; riscos do fabricante (aos bens em montagem); erros de projeto (em obras civis em construção)’ entre outras. 

No Brasil ainda é alto o índice de acidentes em obras’ se comparado com outros países. Um dos eventos de maior repercussão foi em 2007′ na obra da linha 4 do Metrô de São Paulo’ que cedeu e originou uma enorme cratera no que é hoje a estação Pinheiros. De acordo com especialistas’ foi um dos maiores sinistros de risco engenharia no Brasil. 

Na contratação do seguro é necessário contar com o auxílio de um corretor especializado’ pois risco engenharia é um produto complexo principalmente por cobrir grandes obras’ máquinas’ equipamentos e pessoas. É importante informar ao corretor o custo real do projeto’ para contar com as coberturas adequadas ao empreendimento. Importante também é investir na segurança e gerenciamento da obra que’ consequentemente’ reduzirá o custo do seguro. 

 

André Guidetti é superintendente de Risco Engenharia da LIU’ divisão de riscos especiais da Liberty Seguros.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.