PESQUISA DA PWC TENTA RASCUNHAR O QUE O FUTURO NOS RESERVA

0
207

Quem será o consumidor de seguros em 2025? Quanto tempo ele viverá? Como protegerá seus bens materiais das catástrofes naturais? cada vez mais frequentes? Para tentar responder a essas perguntas’ a consultoria Princewaterhouse Coopers (PwC) elaborou a pesquisa “0 que o futuro nos reserva”’ apresentado pelo líder global de seguros da PwC Advisory’ Jamie Yoder’ em sua palestra.

A última década testemunhou mudanças sociais’ tecnológicas’ ambientais’ econômicas e políticas profundas. Essas mudanças afetaram globalmente todos os setores da atividade seguradora. Em 2014′ a quantidade de usuários de Internet móvel’ estimada em 1’6 bilhão de pessoas’ superará a de usuários de computadores de mesa.

“Embora seja impossível prever o momento exato de tais mudanças na próxima de cada e como elas afetarão os diversos setores da atividade seguradora’ vemos cinco megatendências básicas nos fatores sociais’ tecnológicos’ econômicos e políticos que influenciarão os quatro setores-chave da área de seguros: seguros gerais’ previdência e vida’ saúde e capitalização”’ diz Jamie Yoder.

Megatendências para o mercado mundial de seguros

Social: uma mudança de equilíbrio que favorece os consumidores’ fortalecidos pelo grande poder de comunicação com a democratização da informação gerada pela explosão das mídias sociais.

Tecnológica: os avanços farão surgir softwares e hardwares que transformam os "grandes dados" em conhecimentos utilizáveis. Essa tendência afetará o segmento de bens’ de acidentes’ de vida e previdência’ pois a informação consolidada dos hábitos ajudará a inovar produtos e serviços com base nas necessidades dos clientes.

Clima: a severidade e a frequência de eventos catastróficos fariam surgir modelos de risco e estruturas de compartilhamento de risco mais sofisticados para solucionar esses eventos. Entre 1990 e 2009′ furacões e tempestades tropicais foram responsáveis por 45’2% das perdas totais com catástrofes.

Econômico: o aumento do poder político e econômico dos mercados emergentes também deve provocar alterações no mercado segurador mundial. O Brasil integra essa lista’ de acordo com o estudo da PwC. Os países emergentes do BRIC (Brasil’ Rússia’ Índia e China) no PIB global vêm aumentando nos últimos 20 anos. Enquanto os prêmios de seguros como um todo caíram 1’9% nos países desenvolvidos’ aumentaram 7’1% nas economias em desenvolvimento.

Político: a harmonização e a padronização do mercado segurador’ motivada por um maior diálogo entre autoridades regulamentadoras americanas e europeias e de mercados emergentes’ pode criar uma maior padronização de produtos e contratos de seguro. O aspecto negativo é que os países emergentes poderão impedir a entrada de participantes de mercados desenvolvidos ou limitar suas atividades.

 

A avaliação dos presidentes da CNseg e das quatro Federações:

 

Marco Antonio Rossi (CNseg)

“Vou dormir mais preocupado diante de tantos desafios apresentados pela PwC. A tecnologia mudou demais as nossas vidas. O grande desafio está em como usar o banco de dados com as informações que as companhias têm dos clientes’ para ofertar o produto certo’ no canal certo e no momento certo. Sabemos que temos inúmeras oportunidades somente com a interação dos produtos.”

 

Márcio Coriolano (FenaSaúde)

“A impressão que fica é como se estivéssemos diante de um filme de ação. Todas as mudanças afetam a área de saúde. O consumidor do futuro é mais exigente. O empoderamento do consumidor de saúde faz com que ele discuta os tratamentos recomendados com todos os fornecedores da cadeia. Isso fará com que ele tenha o domínio sobre as decisões da sua saúde.”

 

Paulo Marraccini (FenSeg)

“Minha maior preocupação com as cinco megatendências é: Como podemos formar os nossos técnicos e executivos para interpretar todas essas mudanças nos cálculos? Temos de pensar nos investimentos que disponibilizaremos para a formação das pessoas que avaliam números e tendências comportamentais.”

 

Marco Barros (FenaCap)

“Ao pensar em 2025 temos a convicção de que as seguradoras precisam estar conectadas com todas as megatendências apresentadas para se atualizem dia a dia. Principalmente conectadas com o consumidor. Precisamos aprender com as queixas do consumidor e ter uma resposta ágil’ atitudes que ajudam a construir uma relação de confiança no longo prazo.”

Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi)

“Em 2013′ observamos que o consumidor está dominando o relacionamento com as empresas. Antes’ elas determinavam o produto que era mais adequado. Agora’ o consumidor é quem determina como deve ser o produto. Essa democratização e globalização dos hábitos de consumo estimularão a internacionalização das empresas. Temos de investir nesta nova abordagem dos produtos. De que forma o big data pode ajudar a criar novos produtos? Vamos pensar nisso diariamente.”

 

Fonte: CNseg

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.