PREFEITO DO RIO’ EDUARDO PAES’ QUER REDUZIR IMPOSTO DO SEGURO

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A importância do setor de seguros para a economia brasileira motivou o discurso do prefeito do Rio de Janeiro’ Eduardo Paes’ na semana passada’ no 2° Encontro de Resseguro. Durante o evento’ realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)’ Fenaber’ Abecor e Funenseg’ o político elogiou o modelo de negócios avançado do mercado’ aspirado pelo Governo para outros setores’ e afirmou que irá se esforçar para reduzir o ISS’ que impacta corretoras de resseguros’ ressaltando o potencial da cidade para o posto de capital do Resseguro.

O secretário de Desenvolvimento do Governo do Estado’ Júlio Bueno’ lembrou que a abertura do mercado de resseguro foi fundamental para o desenvolvimento do setor e tração de resseguradoras para o Rio de Janeiro. “O setor de resseguros floresce e o Brasil precisa disso. Este segmento é um excelente exemplo de convergência do setor privado com o desenvolvimento do país”’ disse.

Luciano Portal’ superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep)’ ressaltou a importância da atuação do regulador respeitando o diálogo com o setor. “A Susep tem publicado uma série de normativos que visam o desenvolvimento do mercado como a regulamentação do microsseguro’ a contratação do seguro à distância e o seguro popular de automóvel. Além disso’ em todo o processo de restrição de direito’ nós iremos observar as necessidades do setor. E’ se a medida for necessária’ será a menos gravosa possível”’ explicou.

 

Catástrofes climáticas

 

Alfredo Gomez’ Vice Presidente da Swiss Re America’ ressaltou a dificuldade do setor em mitigar os riscos de catástrofes por conta da ausência de dados históricos de perdas  e a importância de disseminar a cultura de prevenção. “É fundamental a conscientização sobre os impactos econômicos causados por eventos climáticos’ o que incentiva o desenvolvimento de tecnologias adequadas e necessárias”’ apontou. “As populações mais afetadas são as com maior vulnerabilidade e menor participação econômica”’ completou.

Rodrigo Botti’ diretor de Riscos da Terra Brasis’ resseguradora que atua há apenas seis meses no mercado’ destacou que’ no Brasil’ as principais catástrofes são enchentes e secas. “Em outros países’ como os Estados Unidos’ os principais desastres são causados por furacões’ terremotos’ vulcões e tsunamis. As enchentes e secas não são muito valorizadas internacionalmente’ mas isso está mudando”’ explicou.

O executivo também ressaltou a necessidade de gerar dados sobre catástrofes’ utilizando’ principalmente’ parcerias com outros segmentos. “Os grupos acadêmicos’ como as universidades federais’ são boas fontes de coleta de dados. Algumas já recolhem dados de anúncios de calamidade pública nos estados”’ contou.

 

Agronegócio em pauta

 

Atual coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV)’ o ex-ministro da Agricultura’ Roberto Rodrigues’ apresentou um panorama atual do agronegócio no Brasil’ demonstrando também o perfil da população rural nos próximos anos. “A população rural tende a diminuir em detrimento do crescimento dos centros urbanos. Cada vez menos pessoas vão produzir para mais pessoas”’ explicou. “Mas diferente de outros países’ a população rural brasileira é jovem e deve ser cada vez mais qualificada”’ concluiu.
O potencial do Brasil para o desenvolvimento do agronegócio também foi lembrado pela subscritora da Swiss Re’ Cristina Ribeiro. “Hoje’ um terço do que é produzido na América Latina está distribuído entre Brasil’ México e Argentina. A expectativa do mercado é que o Governo gere políticas estáveis para que o setor de seguros possa crescer e investir cada vez mais. Este’ por sua vez’ está cumprindo o seu papel de oferecer soluções adequadas para as demandas”’ ressaltou.

 

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