A noite de quinta-feira (9) marcou um momento histórico para o setor de seguros no Brasil. O Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) celebrou seus 70 anos de atuação em uma solenidade realizada no Recife, reunindo autoridades, como o deputado federal Augusto Coutinho e o vereador José Neto, executivos, corretores e representantes do mercado segurador. O evento foi marcado tanto pelo tom comemorativo quanto por reflexões sobre os desafios futuros do setor.
Durante a cerimônia, foram homenageadas personalidades que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento do mercado, com a entrega da Comenda Sindsegnne a Roberto Santos, Presidente do Conselho Diretor da CNseg; Dyogo Oliveira, presidente da CNseg; e Cláudia Cândido, Vice-presidente de relações com o mercado da Fenacor, corretora de seguros e indicada pela segunda vez como uma das 50 mulheres mais influentes do mercado pela Revista Cobertura. A honraria foi entregue pelos ex-presidentes da entidade, Ronaldo Dalcin, Mucio Novaes e Edmir Ribeiro.
Em seu discurso, o presidente do Sindsegnne, Carlos Luna, destacou a trajetória da instituição desde sua fundação, conectando sua origem ao processo de modernização do país. “Há 70 anos, o Brasil dava início ao seu processo de modernização e industrialização. Foi nesse contexto que nasceu o Sindsegnne”, afirmou. Ele ressaltou ainda o papel social do seguro. “Nosso produto não é o sinistro; é a paz, o conforto para as famílias e a possibilidade de retomada das atividades das empresas”.
Luna também chamou atenção para a relevância econômica do setor, lembrando que os valores pagos em indenizações e benefícios já se aproximam de grandes orçamentos públicos. “Retornamos à sociedade, no ano passado, valores próximos aos destinados pelo Ministério da Saúde”, disse, reforçando a presença constante do segmento: “Somos um mercado presente 24 horas por dia, 365 dias por ano”.
A expansão do acesso ao seguro foi um dos principais temas abordados pelo presidente da CNseg, Dyogo Oliveira. Em sua fala, ele alertou para o chamado “gap de proteção” no país. Para ele, o avanço do setor passa necessariamente pela educação financeira e securitária. “O grande desafio é transformar a sociedade brasileira em uma sociedade com conhecimento sobre seguros”.
Autoridades políticas também participaram da solenidade e reforçaram a importância estratégica do segmento. O deputado federal e ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o impacto do setor na economia e na proteção de grandes investimentos. “Este setor é fundamental para garantir maior segurança aos grandes empreendimentos”, afirmou. O ex-ministro também defendeu a ampliação do debate nacional sobre seguros, especialmente diante de eventos recentes. “A recente tragédia no Rio Grande do Sul evidenciou a necessidade de refletir sobre os seguros nas concessões”.
Já o atual ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, trouxe um exemplo prático para ilustrar a importância do seguro na infraestrutura. Ao relembrar as enchentes que afetaram o aeroporto de Porto Alegre, ressaltou a necessidade de modelos mais robustos: “Precisamos construir uma infraestrutura resiliente, sólida e robusta. Para isso, os seguros de infraestrutura são fundamentais”.
O deputado federal Fernando Monteiro também enfatizou o papel do seguro no desenvolvimento econômico e social, com um discurso que destacou a necessidade de ampliar a cultura securitária no país. “O seguro precisa deixar de ser visto como algo acessório e passar a ocupar um lugar central no orçamento das famílias, das empresas e do próprio Estado brasileiro”, afirmou. Ele também comparou o cenário nacional com o de países desenvolvidos e defendeu avanços estruturais no setor.
Ao abordar os impactos das mudanças climáticas, o parlamentar reforçou o papel estratégico do segmento. “Os eventos climáticos não podem ser evitados, mas podem ser enfrentados com planejamento e proteção. E o seguro é a principal ferramenta para garantir essa segurança e dar estabilidade à economia e à vida das pessoas”.



