A Capitalização e seu universo de oportunidades

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por Marcio Coutinho (foto), vice-presidente da Federação Nacional de Capitalização e diretor da Capemisa Capitalização

O mercado de Capitalização vem combinando investimentos em soluções de negócios para consumidores e empresas, sempre associando um componente de premiação. Este contexto faz com que setor se desenvolva e aprimore o relacionamento estimulando desde a formação de reservas que conferem mais proteção e segurança às famílias, até o engajamento em causas sociais. A frase anterior reforça o princípio da existência da Capitalização no Brasil que evolui, há quase um século, ofertando produtos essenciais ao crescimento, à construção de um cenário de esperança e à realização de sonhos.

Dessa forma, podemos afirmar que a Capitalização é uma oportunidade de negócios baseada em duas vertentes: a de promover aspectos essenciais na vida da população (como importante ferramenta de disciplina financeira, de garantia de contratos como os de locação de imóveis, de promoções comerciais e doações para terceiro setor e a de motivar os titulares dos produtos participarem de sorteios (uma característica há décadas incorporada pela sociedade brasileira).

Essas duas correntes fizeram com que de janeiro a junho de 2022 fosse registrado um vigoroso crescimento do setor, apesar dos grandes desafios da economia brasileira diante do cenário da crise mundial, sobretudo no controle da inflação, assim como na geração de emprego e renda. Eles demonstram também o esforço que os brasileiros têm em buscar formas que permitam o acúmulo de reservas financeiras. Por toda a complexidade do momento, é mais importante a direção do que a intensidade.  Em outras palavras, 2022 será um ano de crescimento para o setor e de mudança na vida das pessoas.

Cabe destacar que os títulos de Capitalização, como um importante item para as reservas técnicas do país, também movimentam a economia e a poupança interna, incentivando os investimentos necessários para a superação de momentos desafiadores como o atual. O resultado positivo de norte a sul no primeiro semestre do ano fez o setor atingir R$ 13,56 bilhões em receita, alta de 17,25% sobre igual período de 2021, de acordo com os dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Esse crescimento permitiu injetar na sociedade um volume de recursos da ordem de R$ 10,65 bilhões oriundos de sorteios e resgates. Foram R$ 9,92 bilhões (+3,8%) em resgates e R$ 733 milhões (+15,7%) nos sorteios, que chegaram ao mercado em forma de investimento e consumo até junho deste ano.  As reservas técnicas, que medem a robustez financeira do setor, avançaram 6,2% para o maior patamar da história: R$ 34,7 bilhões.

Historicamente, o mercado de Capitalização sempre teve presença na economia do país, e o Marco Regulatório do setor, de 2018, veio normatizar e dar ainda mais transparência a isso. As mudanças regulatórias também permitiram ao setor ampliar as opções que, acopladas a outros segmentos, trazem um universo de soluções aos consumidores.

Essas novas regras aprimoraram ainda mais a capacidade empreendedora e a forma de a Capitalização olhar com profundidade as demandas e necessidades da população e de seus mercados. O setor, por exemplo, precisou realizar grandes investimentos em plataformas digitais. Isso resultou em mais transparência e maior agilidade nos processos e descentralização da atividade. Como resultado positivo, a inovação permite ao cliente comprar um título de qualquer lugar pela internet e até receber quase que instantaneamente o valor de uma eventual premiação.

Aprimorar os mecanismos de relacionamento com o consumidor e oferecer soluções mais ágeis têm sido determinantes para a sustentabilidade do mercado em níveis positivos de crescimento. Os títulos de Filantropia Premiável – em que o consumidor cede o direito do resgate de sua reserva para uma instituição previamente credenciada pelas empresas de Capitalização, permanecendo com o direito de concorrer a prêmios – são um exemplo de sucesso desta nova era da Capitalização.

A Filantropia Premiável registrou crescimento de 15,5% sobre igual período de 2021, totalizando R$ 1,58 bilhão, e se mostra cada vez mais relevante no mercado. Em maio deste ano, teve as regras aprovadas pelo Congresso e sancionadas pela Presidência da República (por meio da Lei 14.332). Isso definitivamente robustece a segurança jurídica da modalidade que direcionou um volume de recursos de R$ 720 milhões às organizações filantrópicas no primeiro semestre, fazendo da Capitalização um dos grandes direcionadores de recursos a projetos sociais.

Outras duas modalidades se apresentam como importantes aliadas estratégicas das empresas do setor: o Instrumento de Garantia e o Incentivo. Junto com a Filantropia, eles fazem com que estejamos cada vez mais próximos desses futuros consumidores – aqueles da geração antenada aos aspectos ESG, com trabalho por propósito, equilíbrio e qualidade de vida, que valorizam experiência, agilidade e conveniência, que buscam marcas e serviços alinhados aos seus estilos e essência.

Temos pela frente o desafio de rejuvenescer a nossa base de clientes e estreitar ainda mais o relacionamento para atrair mais fãs da Capitalização. Mas entendemos que aprimorar os mecanismos de aproximação com o consumidor e oferecer soluções mais ágeis e completas serão determinantes para a sustentabilidade do mercado.

Nossa aposta é estimular um ambiente de inovação e geração de negócios, valorizando ainda mais o resiliente e fundamental papel do nosso setor para a disciplina financeira. É preciso reforçar a Capitalização como segmento que promove negócios com aspecto lúdico dos sorteios. Contamos, assim, com o apoio das associadas, que são vitais nesta jornada de compreensão das necessidades das pessoas.

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