Carro conectado e inteligência artificial ditam o caminho para a indústria de automóveis seguir relevante

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por João Marcelo Barros (*)

As novas gerações determinaram uma nova era no setor automotivo. Estudo de 2018 da Deloitte com jovens das gerações Y e Z que já utilizam serviços de compartilhamento de automóveis, mostra que 62% não consideram necessário comprar um veículo no futuro. Essa mudança de comportamento do novo consumidor exige novas soluções por parte da “indústria das indústrias” que passa a ter que se transformar para atrair esse público ainda mais exigente.

Não à toa, inovações tecnológicas têm sido os grandes destaques das fabricantes de automóveis nos últimos anos. Vale destacar que a indústria automobilística sempre caminhou junto com a tecnologia. Todos os anos modelos mais eficientes chegam ao mercado buscando surpreender os consumidores, mas é preciso pensar além. Mais do que novos produtos, as novas gerações buscam soluções de mobilidade e serviços que estejam alinhados às suas necessidades.

Mas como resolver esse impasse? O carro conectado pode ser o ponto de partida para esse desafio. Isso porque o veículo conectado além de tornar possível uma série de facilidades no dia a dia do condutor e dos usuários do carro, abre portas para diversas outras inovações, como a Inteligência Artificial, por exemplo. Essa inovação deve servir de norte da indústria automotiva nos próximos anos, sendo uma solução efetiva tanto para o consumidor quanto para as fabricantes de veículos.

O avanço da Inteligência Artificial levará a experiência do usuário a um novo nível. Ela torna possível, por exemplo, reconhecer padrões do veículo com base na dirigibilidade e hábitos do condutor, podendo antecipar problemas e evitar gastos desnecessários. Ao mesmo tempo, leva às fabricantes e concessionárias dados importantes sobre seus consumidores e as formas como eles se relacionam com seus produtos.

De acordo com dados da International Data Corporation (IDC), empresa de inteligência de mercado para os setores de tecnologia da informação e de consumo, os gastos mundiais com sistemas de Inteligência Artificial devem chegar a US$ 35,5 bilhões em 2019, representando aumento de 44% em relação ao ano anterior. Já até 2021, esse valor chegará a US$ 52 bilhões.

A Inteligência Artificial já é realidade em diversos setores da sociedade, sendo muito utilizada nas áreas da saúde e de atendimento ao cliente. É apenas uma questão de tempo para que ela estabeleça também uma nova era de inovações no segmento automotivo.

(*) João Marcelo Barros é diretor da Wings, empresa desenvolvedora do VAI (Vehicle Artificial Intelligence)

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