Como as seguradoras de veículos superaram a demanda das enchentes que assolaram São Paulo no verão de 2020

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As fortes chuvas que atingiram a região metropolitana de São Paulo, em fevereiro, tornaram a vida do cidadão um verdadeiro caos. Muito além de ruas alagadas, inúmeras pessoas tiveram que enfrentar a dificuldade de mobilidade e a perda de bens. No dia 10 do mesmo mês, o volume pluviométrico registrado foi o maior desde 1988, quando o dado passou a ser coletado. Diante desse cenário, as imagens que mais repercutiram nos noticiários e nas redes sociais retrataram exatamente as consequências das tempestades desse verão: carros submersos nas garagens de diversos condomínios da capital. Estima-se que milhares de veículos foram atingidos pelas enchentes.

Para lidar com essa demanda surgida literalmente da noite para o dia, as seguradoras de veículos tiveram que adotar verdadeiras operações de guerra e garantir o atendimento aos segurados. A Allianz Seguros, por exemplo, implementou um plano de emergência com uma célula de atendimento para triagem de veículos e direcionamento aos pátios. “Os veículos identificados como indenização integral tiveram o processo agilizado com prioridade no pagamento. Os veículos com danos de pequena monta foram direcionados para oficinas de reparação”, explica Laur Diuri, diretor de Sinistros da Allianz, ao lembrar que a partir da entrega dos documentos, os segurados foram indenizados em até três dias.

A capacidade de pronto-atendimento ao segurado está diretamente relacionada ao planejamento da seguradora. Na Porto Seguro Seguros, segundo Fabio Frasson, superintendente de Sinistros, uma série de dados, incluindo probabilidade de chuvas e respectivos locais, abarca o que a empresa chama de operação preventiva. “A partir daí é criado um plano de contingência com deslocamento de guinchos e outros suportes para os atendimentos”, pontua Frasson. A Porto Seguro, numa operação de sete dias, que envolveu mais de 50 prestadores de serviço, 30 guinchos e 10 motos, retirou cerca de 500 veículos de garagens subterrâneas na região da Zona Oeste de São Paulo. 

Veículos salvados voltam ao mercado

Pátios cheios são sinônimo de prejuízo para as seguradoras. Num cenário em que há necessidade de indenizar um alto volume de segurados, as principais seguradoras do mercado contratam a consultoria de empresas organizadoras de leilões, como no caso da Copart Brasil, para monetizar o ativo no menor intervalo de tempo possível.

De acordo com Adiel Avelar, presidente  da Copart, por meio de uma plataforma dedicada às seguradoras, é possível gerenciar os bens com transparência e eficiência. O executivo lembra que o pós-enchentes em São Paulo não foi diferente, já que a empresa recebeu mais de dois mil veículos segurados e que ficaram debaixo d’água. “Atuamos no recebimento dos veículos nos pátios, dando consultoria às seguradoras para a definição da gravidade da monta e, em seguida, iniciamos uma rápida catalogação e higienização dos carros para oferecê-los em leilões eletrônicos e presenciais”.  Avelar observa que essa atuação garante agilidade na monetização do bem, essencial em cenários com grande volume de veículos. 

O diretor de Sinistros da Allianz, Laur Diuri, explica que a venda de veículos que foram indenizados integralmente ao segurado é uma prática comum no mercado. “Fica inserida a restrição de ‘média monta’ no documento do veículo, o que significa que o futuro comprador terá conhecimento de que se trata de um veículo salvado, proveniente de enchente”, ressalta Diuri.

No site da Copart Brasil (www.copart.com.br), os interessados em adquirir veículos salvados têm acesso às informações completas do veículo, como modelo e placa. Mais do que esses dados, é possível identificar ainda o comitente, tipo de monta, origem do sinistro (enchente, batida), valor do veículo na tabela FIPE, entre outras informações. “Investimentos em tecnologia são feitos em escala global pela Copart.  São esses aportes que têm nos permitidos usar machine learning, inteligência artificial e um complexo banco de dados para dar suporte às seguradoras na tomada de decisões, o que permite diminuir o prazo de monetização”, garante Adiel Avelar, da Copart Brasil. A Copart já organizou o leilão de algumas centenas de veículos atingidos por enchentes.

Tecnologia na gestão e na venda de veículos

A Copart, líder global na organização de leilões veiculares, disponibiliza site atualizado e responsivo, além de um aplicativo, ambos com diversas funcionalidades que facilitam a oferta em veículos. De acordo com Ciro Ronchezel, diretor de Vendas e Marketing da Copart Brasil, a tecnologia permeia toda a cadeia de serviços da empresa. “Tecnologia é uma marca da Copart em todo o mundo. Temos investido tanto em plataformas que otimizam o atendimento às seguradoras quanto em meios para garantir que os usuários tenham a melhor experiência online”, explica Ronchezel.

O app Copart está disponível para download gratuito na App Store e no Google Play.

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