EM AGOSTO, PELO SEGUNDO MÊS SEGUIDO, PESSIMISMO DAS SEGURADORAS DIMINUIU

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Pesquisa da Fenacor sobre o índice de confiança do mercado de seguros, referente ao mês de agosto.

Segundo o coordenador do estudo, Francisco Galiza, foi apurado que, em agosto, a confiança das seguradoras melhorou pelo segundo mês seguido. “Contudo, ainda de forma tímida”, ressaltou.

Análise

         Em agosto, pelo segundo mês seguido, a confiança das seguradoras melhorou. De modo geral, a configuração atual sinaliza que estamos tendendo para a estabilidade dos 100 pontos – ou seja, nem otimismo, nem pessimismo. A interpretação econômica dos números é que, nesse ano, o pessimismo atingiu o patamar máximo com a greve dos caminhoneiros. A partir daí, a confiança vem crescendo aos poucos, de forma tímida e não uniforme.

Hoje, podemos dizer que os efeitos da paralisação se diluíram parcialmente, embora a incerteza política permaneça muita alta, sem falar de fatores internacionais, como a guerra comercial em andamento. Tudo isso pode afetar de forma substancial o comportamento dos indicadores nos próximos meses.

A seguir, os últimos números obtidos nos indicadores.

 

Indicador Abr.18 Mai.18 Jun.18 Jul.18 Ago.18
ICES 120,7 95,9 88,3 91,5 93,5
ICER 114,4 92,1 86,4 101,6 99,9
ICGC 115,1 81,9 87,2 95,4 111,6
ICSS 116,7 89,8 87,3 96,1 101,4

 

Expectativas para daqui a 6 meses

A seguir, a distribuição percentual das respostas, com relação a cada um dos setores analisados.

  1. a) Crescimento da Economia Brasileira

 

Avaliação (%) Seguradoras Corretoras Resseguradoras
Muito Melhor 0 0 11
Melhor 14 35 11
Igual 53 57 56
Pior 33 8 22
Muito Pior 0 0 0
Total 100 100 100

 

  1. b) Rentabilidade do seu setor

 

Avaliação (%) Seguradoras Corretoras Resseguradoras
Muito Melhor 0 0 0
Melhor 6 35 11
Igual 75 52 67
Pior 19 13 22
Muito Pior 0 0 0
Total 100 100 100

 

  1. c) Faturamento do seu setor

 

Avaliação (%) Seguradoras Corretoras Resseguradoras
Muito Melhor 0 0 0
Melhor 17 35 11
Igual 61 52 78
Pior 22 13 11
Muito Pior 0 0 0
Total 100 100 100

Abaixo, como ilustração, a evolução de dois indicadores – ICES e ICSS.

Sobre o ICSS

– O ICSS é um indicador mensal que mede a confiança do setor de seguros no Brasil. Esse indicador é o resultado de três variáveis: ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras).

– Todo final de mês são enviadas perguntas simples, de múltipla escolha, em que as empresas dizem sobre o que esperam que aconteça nos próximos seis meses, com relação a algumas variáveis relevantes do setor. Ao todo, aproximadamente 100 companhias são entrevistadas em cada oportunidade.

– Embora todas as perguntas sejam de caráter institucional, as respostas das companhias não são divulgadas individualmente.

– No seu cálculo, o indicador leva em conta três aspectos: economia brasileira, faturamento e rentabilidade de cada um dos setores citados.

– A partir dessas informações, e após cálculos estatísticos, é definido esse índice, cujo valor varia de 0 a 200. O número 100, que divide o índice ao meio, sinaliza que a expectativa atual é que a situação permaneça a mesma no futuro. Por outro lado, quanto maior esse valor, mais otimista está o segmento; e vice-versa.

– O ICSS é divulgado em toda primeira semana de cada mês, tomando como referência os dados obtidos em pesquisa realizada na última semana do mês anterior.

– Essa metodologia segue um padrão similar ao existente em Indicadores de Confiança de outros setores econômicos – por exemplo, Índice McKinsey, Índice Fecap (IFECAP), Índice de Confiança do Comércio (ICEC), Índice de Confiança da Indústria (ICI), etc.

– Para uma discussão teórica do tema acima, ver… http://www.ratingdeseguros.com.br/pdfs/artigoteoricoICES.pdf

– Com o objetivo de mensurar com precisão a evolução das expectativas, as perguntas usadas no cálculo do ICSS são repetidas mensalmente.

– Em termos econômicos, o ICSS tem três objetivos principais:

* permitir a comparação com outros indicadores similares da economia (macroeconômicos e de setores específicos);

* torna-se uma fonte teórica e acadêmica;

* o próprio segmento avaliado e seus setores relacionados passam a compreender as expectativas atuais e, assim, podem entender melhor esse mercado e fazer com mais acuidade as suas previsões.

Estudo realizado por: Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br).

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