IRB Brasil RE licencia plataforma de georreferenciamento inédita na América Latina

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O IRB Brasil RE acaba de licenciar uma plataforma inglesa de georreferenciamento de dados, inédita na América Latina, que pode reduzir pela metade o tempo de análise de exposição a riscos específicos, como inundações, terremotos e furacões, de um ativo. Desenvolvida pela startup inglesa Insurdata, especializada no setor de seguros e resseguros, a ferramenta inova ao localizar com precisão e alta resolução endereços em qualquer parte do planeta e dar acesso em tempo real a diversas informações agregadas.

A tecnologia torna possível, por exemplo, localizar um determinado edifício e saber como uma inundação atingiria o prédio. Ou analisar em poucos cliques milhares de endereços de uma única empresa em todo o globo terrestre. No dia a dia, permitirá aos subscritores do IRB apurar informações mais precisas e produzir análises de riscos de alta precisão com mais rapidez. Com isso, o ressegurador ganha em eficiência e controles mais assertivos.

“Faz parte da nossa rotina analisar o mercado e buscar soluções inovadoras que permitam prestar um serviço ainda mais aderente às necessidades de nossos clientes e parceiros de negócios. Com a plataforma, aprimoramos a resolução dos dados de exposição global que suportam nossas decisões de subscrição, preços e gerenciamento de portfólio”, afirma o CEO e presidente do Conselho de Administração do IRB Brasil RE, Antônio Cássio dos Santos, acrescentando que, por consequência, também é possível melhorar os custos de retrocessão.

Aplicável a todas as linhas de negócios do ressegurador, a plataforma será utilizada inicialmente pela equipe de modelagem de catástrofe. “Integrada ao nosso fluxo diário de trabalho, a solução permitirá maximizar o potencial de nosso processo de análise de risco de catástrofe, reduzindo a volatilidade associada aos resultados modelados e permitindo uma melhor seleção de riscos”, conta o gerente de Modelagem de Riscos de Catástrofe do IRB, Luis Brito.

O CEO da Insurdata, Jason Futers, destaca a importância da parceria: “A decisão de uma empresa da escala e sofisticação do IRB de adotar nossa plataforma é uma sinalização fantástica de nossas metodologias de tecnologia e exposição”. Ele reforça que, ao aprimorar os dados de exposição, “o objetivo é dar aos subscritores maior confiança em suas estimativas de perdas modeladas, levando a uma melhor seleção de riscos e gerenciamento de portfólio”.

NOVA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 

O IRB Brasil RE segue se movimentando e dá mais alguns passos importantes para aprimorar sua governança, aumentar o foco nas operações core e fortalecer a estratégia orientada para o cliente. A Companhia está anunciando o redesenho da sua estrutura organizacional, com novas atribuições às vice-presidências e diretorias, que passa a valer a partir de 1º de setembro. A nova estrutura conta com a chegada de Carlos Guerra, que assume a vice-presidência Executiva de Riscos e Conformidade, tornando-se o quinto diretor estatutário do ressegurador. 

Abaixo de Guerra, ficam a vice-presidência não-estatutária de Relações Institucionais, a diretoria Jurídica, além das gerências de Riscos Corporativos, de Compliance e de Suporte aos Órgãos de Governança. A novidade é que a maioria dessas áreas terá duplo reporte: Compliance responderá também ao Comitê de Ética, Sustentabilidade, Responsabilidade Social e Governança Corporativa; Riscos Corporativos fica ligada ao Comitê de Riscos e Solvência. 

O novo executivo do IRB acumula quase 30 anos de experiência na atividade de seguros e previdência, notadamente nas áreas jurídica, comercial e de controles internos, além das áreas de administração e finanças. Administrador e advogado de formação, ele é pós-graduado em Mercado de Capitais e especializado em International Business. Sua trajetória começou na IBM. De lá, foi para o Itaú Unibanco, onde permaneceu por mais de 15 anos, exercendo cargos de gerente e diretor nos setores de seguros e previdência. Atualmente, Guerra era vice-presidente estatutário da Prudential do Brasil, comandando a operação de Vida em Grupo. 

Com a mudança, Wilson Toneto assume a vice-presidência executiva de Operações e Atuária, responsável pelas diretorias Técnica e Atuarial, de Sinistros e de Tecnologia da Informação, além das gerências de Controle de Contas Técnicas. O CFO Werner Suffert segue à frente das diretorias de Relações com Investidores, Financeira, da Asset Management (controlada) e da nova diretoria de Planejamento Estratégico e Fusões e Aquisições. Já as diretorias de Pessoas e de Clientes, Inovação e Marketing passam a se reportar diretamente ao CEO Antônio Cássio. A vice-presidência executiva de Resseguros, liderada por Isabel Solano, não passou por alterações. 

“Nossa jornada tem sido ininterrupta em busca da excelência. Estamos investindo em uma estrutura ágil, transparente e dentro dos mais altos níveis de governança e de segregação de funções. O centro da nossa estratégia é fundamentalmente voltado ao melhor atendimento aos nossos clientes e parceiros de negócios”, diz o CEO Antônio Cássio dos Santos. “Sem pressa e sem pausa, vamos transformando essa jovem octogenária resseguradora. E Carlos Guerra é talento chave dentro dessa transformação: um profissional respeitado pelo mercado e cuja experiência rapidamente aportará resultados ao IRB”, conclui. 

IRB BRASIL APRESENTA RESULTADOS DO 2T20 COM ÊXITO NO AUMENTO DE CAPITAL

O IRB Brasil RE apresentou na sexta-feira (28 de agosto) os resultados da companhia referentes ao segundo trimestre do ano. O ressegurador também concluiu o leilão final de subscrição de sobras de ações, dentro do processo de capitalização anunciado em 8 de julho. Os números finais da subscrição serão divulgados pelo IRB após homologação pela B3. Até o dia 24 de agosto haviam sido subscritas 97,47% das ações ofertadas na capitalização, alcançando o valor de R$ 2,2 bilhões. No processo, o ressegurador também viu uma ampla difusão do perfil de acionistas que adquiriram os papéis, o que afastou a necessidade de investimento adicional de acionistas institucionais, os chamados “âncoras”, a exemplo de Bradesco e Itaú. 

“O resultado da subscrição é um sinal inequívoco da confiança que o mercado tem na atual administração do IRB Brasil e concede à companhia solidez inconteste para seguir no caminho do crescimento com a geração de valor sustentável de longo prazo”, diz Antônio Cássio dos Santos, CEO e presidente do Conselho de Administração do ressegurador.  

Para o CEO, o valor subscrito reforça sobremaneira a margem de liquidez regulatória da companhia, “que havia sido substancialmente afetada pela desvalorização do real diante do dólar e pela aceleração dos sinistros avisados, especialmente, pelas seguradoras internacionais a partir da pandemia. Além disso, ele viabiliza nossa estratégia de negócios para os próximos anos, por fortalecer a estrutura de capital e melhorar a posição de caixa” de forma relevante, comenta. 

“Seguiremos com nossa estratégia de longo prazo,  sem pressa mas sem pausa, com foco  na nossa capacidade de subscrição de riscos no Brasil, que nos destaca na condição de líder com Market Share da ordem de 37%”, diz Cassio. “Adicionalmente, continuaremos fortalecendo nossa atividade no exterior, de forma a utilizar o nosso know-how quase secular e eficiência operacional para edificação em bases sólidas de resseguradora igualmente respeitada e com margens positivas recorrentes. Estamos entusiasmados com o novo momento do IRB Brasil RE”, completa.  

Resultados 2T20

Com um resultado negativo já indicado no relatório periódico mensal enviado à Susep, referente ao bimestre abril-maio, e comunicado ao mercado em 3 de agosto, o IRB registrou prejuízo líquido no segundo trimestre de 2020 de R$ 685,1 milhões, contra um lucro líquido de R$ 13,9 milhões no 1T20 e de R$ 397,5 milhões no 2T19. No semestre, o prejuízo líquido ficou em R$ 671,2 milhões.

O resultado se deve aos sinistros retidos no período, de R$ 2.339,3 milhões contra R$ 1.147,5 milhões no 1T; e de R$ 798,7 milhões no mesmo trimestre de 2019. “Os principais responsáveis pelo resultado no período foram despesas com sinistros maiores que as normais e efeito de desvalorização cambial”, explica Werner Romera Süffert, vice-presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores do IRB Brasil RE. “Houve aceleração nos avisos de sinistros em relação ao 2T19, principalmente do exterior, nas linhas de negócios patrimonial e vida e, no Brasil, em patrimonial e rural.”

O IRB informa que “tem efetuado o pagamento tempestivo das suas obrigações e não procrastinado registros e/ou pagamentos de sinistros, entre outras atividades, dando suporte às nossas cedentes nesse período de incertezas”. O índice de sinistralidade do período foi de 135,3% contra 76,5% no 1T e de 58% do no 2T19.

No segundo trimestre de 2020, o IRB Brasil RE reportou que o volume total de prêmios emitidos avançou 8% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 2.543,6 milhões. 

Os prêmios emitidos no Brasil totalizaram R$1.164,4 milhões no 2T20, uma queda de 15,6% em relação ao 2T19. A companhia informa que esse recuo deveu-se principalmente a um menor volume de prêmios emitidos na linha de riscos especiais (-90,3%) e rural (-19,9%).

Já os prêmios emitidos no exterior alcançaram R$1.379,1 milhões no 2T20, um crescimento de 41,4% em relação ao 2T19. O efeito positivo da variação cambial no período deu a maior contribuição ao aumento dos prêmios emitidos no exterior, além  do desempenho das linhas de negócios Patrimonial, com crescimento de 69,3% no 2T20 em relação ao mesmo intervalo de 2019, com destaque para o aumento das taxas de renovação e a obtenção de novas contas; outra linha que se beneficiou das condições favoráveis do câmbio foi a de resseguros Rurais, 

No primeiro semestre de 2020, o volume total de prêmios emitidos cresceu 10,2% em relação ao mesmo período de 2019, totalizando R$4.539,8 milhões.

A despesa com retrocessão se manteve praticamente estável no primeiro semestre, apresentando um leve aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2019.. Assim, o índice de retrocessão no 2T20 aumentou de 28,7% no 2T19 para 32,8% no 2T20; e recuou de 26,7% no primeiro semestre do ano passado para 24,7% no primeiro semestre deste ano.

Portfólio

Sobre o período, o CEO Antonio Cassio destacou ainda a capacidade do IRB de renovar todos os contratos considerados relevantes que venceram no semestre, “efeito de nosso foco em garantir a eficiência e a qualidade dos serviços prestados aos clientes”, avalia.  “Também foi iniciada, no fim de primeiro semestre, ampla depuração de portfólio, visando eliminar negócios recorrentemente com margens negativas ou setores cujos riscos assumidos sejam notadamente são superiores aos prêmios recebidos”, finalizou.

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