O mercado segurador do Norte e Nordeste iniciou 2026 em ritmo mais acelerado que o restante do país. Dados divulgados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que, enquanto o setor apresentou estabilidade em nível nacional no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, os 13 estados abrangidos pelo Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) – exceto Bahia, Sergipe e Tocantins – registraram crescimento de 7,9%.
O desempenho foi impulsionado pelo avanço em todos os segmentos analisados, reforçando a importância crescente da cultura da proteção entre consumidores e empresas da região. Segundo o presidente do Sindsegnne, Carlos Luna (foto), os números refletem um cenário de amadurecimento do mercado e de maior conscientização da população sobre a importância do seguro como instrumento de proteção financeira. Para ele, esse movimento também é impulsionado pela maior capacitação dos corretores e pela crescente procura desses profissionais por soluções capazes de atender, de forma mais adequada, às necessidades de proteção de seus segurados.
“Enquanto o país ainda apresenta um cenário de estabilidade, o Norte e Nordeste vêm demonstrando um crescimento consistente em praticamente todos os segmentos. Isso mostra que famílias e empresas estão cada vez mais conscientes da necessidade de proteger seu patrimônio, sua renda e seus projetos”, afirma.
Na área de Danos e Responsabilidades, a região avançou 10,1%, mais que o dobro do resultado nacional, de 4,8%. Já em Coberturas de Pessoas, que engloba produtos como seguro de vida, a região apresentou crescimento de 7,4%, enquanto o Brasil registrou retração de 2,6%. O segmento de Capitalização também seguiu na contramão da média nacional, encerrando o período com alta de 5,6%, frente à queda de 4,6% observada no país.
Entre os estados com resultados acima da média regional destacam-se Acre, Amapá e Roraima, todos com expansão próxima ou superior a 30%. Também apresentaram crescimento expressivo Piauí, Paraíba, Rondônia e Amazonas. No acumulado até março, a arrecadação do setor na área de atuação do Sindsegnne alcançou R$ 10,5 bilhões, o equivalente a 10% dos R$ 104 bilhões movimentados em todo o Brasil.
Para Carlos Luna, os resultados revelam uma mudança no comportamento dos consumidores e das empresas. “Percebemos uma busca cada vez maior por soluções voltadas à proteção das famílias e dos negócios. O seguro deixou de ser visto apenas como uma despesa e passou a ser encarado como um instrumento de planejamento e segurança”, destaca.
Esse movimento pode ser observado em produtos como o seguro de vida, que cresceu 18,7% na região; o seguro viagem, que avançou 21,6%; e a previdência privada, que registrou expansão de 6%, em contraste com a retração verificada no cenário nacional.
Outro destaque do trimestre foi o seguro garantia, com crescimento de 68,1%, e o seguro de responsabilidade civil, que avançou 23,1%, indicadores que, segundo o setor, acompanham a retomada da atividade econômica e a maior preocupação das empresas com a gestão de riscos.
Além do impacto econômico, o mercado segurador também exerce papel relevante na proteção da sociedade. Nos três primeiros meses do ano, as seguradoras devolveram R$ 62,96 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios em todo o país. Desse montante, R$ 2,78 bilhões foram destinados aos estados do Norte e Nordeste abrangidos pelo Sindsegnne.
“Quando ocorre um sinistro, uma doença, um acidente ou uma perda patrimonial, é o seguro que permite a recuperação financeira das famílias e das empresas. Por isso, além de movimentar a economia, o setor desempenha uma importante função social ao devolver recursos à sociedade e contribuir para a estabilidade financeira das pessoas”, conclui o presidente do Sindsegnne.



