Com atuação em resseguros nos mais diversos ramos do setor de seguros, a ARX-Re é uma das poucas corretoras de resseguros – também conhecidas como brokers – do mercado brasileiro. Nos últimos anos, a empresa tem impulsionado a atuação no segmento de Riscos Diversos (RD) de equipamentos para as linhas verdes – máquinas de produção agrícola, de grandes áreas horizontais; e linhas amarelas – máquinas de obras civis, de construções verticais.

Fabio Petri (foto), especialista de resseguros da ARX-Re responsável pela área de RD, conta que as linhas verde e amarela (termos populares no mercado) apresentam riscos bem diferentes.

As máquinas agrícolas têm risco grande de incêndio, pois trabalham com palhas e em intensidade muito grande na época da colheita, e os riscos se agravam devido à falta de manutenção. São máquinas muito importantes para o trabalho da colheita, e que uma falta pode gerar prejuízo enorme na produção. Já as máquinas de obras civis são operadas esporadicamente, quando estão sendo feitas construções, portanto são mais fáceis de serem substituídas, porém têm custo mais elevado.

Os valores individuais das máquinas de linha verde não são muito elevados pela ótica do resseguro. As colheitadeiras mais caras custam cerca de R$ 3 milhões. “Porém nós fazemos a frota, que podem agregar 300 ou 400 máquinas, por isso acaba havendo uma exposição de risco muito grande. Existe a possibilidade de termos várias maquinas sinistradas ao mesmo tempo, por exemplo, se um campo pegar fogo, tiver alagamento ou dano da natureza”, informa o especialista.

Na linha amarela o risco é mais controlado, o operador tem mais domínio e são máquinas mais parrudas, que suportam melhor os danos. Em compensação o valor unitário é muito mais elevado. “Podemos contar com guindastes de R$ 15 milhões, R$ 18 milhões, e até R$ 50 milhões. Dessa forma, o resseguro se justifica na exposição de apenas um equipamento”, conta.

Uma seguradora pode usar o resseguro de forma estratégica para diminuir o seu risco em um cenário de perda muito grande. “Na linha verde muitas seguradoras não fazem resseguro, porque elas avaliam o cenário e assumem o risco. O resseguro neste caso passa a ser uma decisão estratégica da companhia em alocar seus recursos. A empresa pode ter capacidade para poder suportar um risco de R$ 5 milhões, por exemplo, mas optar por ressegurar 50% ou 60% deste risco, e passar parte da responsabilidade para o ressegurador. Pode ser uma estratégia: eu tenho capacidade, mas prefiro ressegurar”, afirma, explicando um princípio básico do resseguro.

O resseguro também pode ser uma estratégia para baixar o preço. “Se a seguradora cobraria R$ 1 milhão para ressegurar e 10% é o rendimento dela no prêmio ganho se não tiver sinistro, ela pode optar por utilizar o resseguro, pagar R$ 300 mil, e conseguir fazer uma condição melhor para o cliente, ficar mais competitivo. Assim pode usar o resseguro para baratear o negócio e não comprometer o contrato. É uma estratégia de cada companhia”, diz, demonstrando outros princípio do resseguro que se aplica a qualquer risco.

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