Roubos de carga dão prejuízos de mais de R$ 1,2 bilhão

0
261

O mercado de roubo de cargas no Brasil em 2020 registrou um prejuízo às empresas de mais de R$1,2 bilhão, é o que aponta o estudo anual feito pela Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística (NTC&Logística) divulgado no ano passado. Ao todo, houve 14.150 registros de ocorrências em rodovias e áreas urbanas do país. Apesar de alto, e com um cenário preocupante, a quantidade de roubos de carga representa uma queda de 23% em relação a 2019, quando foram registrados 18.400 casos. 

 São Paulo concentra 80% dos roubos de carga no País. Dados da Secretaria de Segurança Pública Estadual apontam que o maior Estado brasileiro andou contrário ao restante do país com maior índice de aumento de roubos de carga. Em São Paulo, de janeiro a agosto ocorreram 4.131 crimes do tipo no Estado. Alta de 4,71% em relação a igual período de 2020. 

As cargas mais roubadas são as de maior circulação nas rodovias do país: Alimentação e têxteis. Já as mais visadas por quadrilhas especializadas são eletroeletrônicos, cigarros, produtos farmacêuticos, autopeças e combustíveis. 

A atividade ilícita se tornou um negócio especializado, com quadrilhas que atuam em todo território nacional e abrangem desde facções criminosas e traficantes, até empresários e os próprios motoristas. 

A segurança das rodovias do Brasil é dificultada principalmente pela facilidade de venda dos produtos roubados e a falta de fiscalização e investimentos para melhorar suas condições de infraestrutura. De acordo com a NTC, as abordagens acontecem em paradas de descanso e no período noturno, horário em que as ações policiais se tornam menos efetivas. Entretanto, a maioria dos assaltos ocorre em áreas urbanas. Outro ponto em destaque que facilita a ação das quadrilhas é a condição precária das vias. Muitos criminosos enxergam oportunidades quando o motorista não consegue atingir uma velocidade de tráfego que iniba qualquer tipo de ação. 

De acordo com o gerente comercial da empresa Velox, de treinamento técnico, Rodrigo Resende, a capacitação vai desde princípios básicos do uso de ferramentas como WhatSapp, Google Maps, entre outros aplicativos, até a identificação dos veículos, modus operandi em abordagens, técnicas de prevenção nas abordagens, uso de equipamentos de rastreamento de maior complexidade e análise de região para efetuar buscas, entre outros fatores que são primordiais no trabalho de pronta resposta. 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.