Seguro para sucessão empresarial precisa ser mais discutido, aponta especialista

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A sucessão empresarial é uma coisa que inevitavelmente pode acontecer com qualquer negócio. Claro que não é possível precisar, mas é necessário ter em mente que ela pode acontecer pelos mais diversos motivos.

É comum, inclusive, que devido as atividades diárias esse assunto, que precisa ser discutido, acabe ficando em segundo plano ou até não sendo de fato debatido.

O corretor de seguro de vida/pessoas Thiago Sena vem reforçando a importância desse debate, elencando quais os impactos possíveis dessa, em partes, não preparação para uma eventual saída de um sócio do âmbito daquele negócio.

Thiago iniciou sua argumentação explicando se um seguro de vida pode ser utilizado com foco na sucessão empresarial ou familiar.

“A resposta é sim. Porque o seguro de vida, normalmente, é usado para pagar beneficiários pessoa física. Ou seja, na morte de um provedor, uma pessoa, normalmente os familiares – beneficiários da apólice – que acabam recebendo. Porém no seguro com foco em sucessão empresarial, o beneficiário é uma pessoa jurídica. Então a empresa paga uma apólice para os sócios, normalmente equivalentes aos valores da cota de cada sócio e na morte de um deles a empresa recebe o capital segurado equivalente às suas cotas”, explicou.

Então, segundo Thiago, o seguro com foco na sucessão empresarial traz liquidez para que a empresa possa comprar as cotas do sócio falecido e, dessa forma, possa solucionar esse problema.

“O ajuste necessário é na hora de fazer esse seguro. Esse ajuste precisa ser feito junto ao advogado da empresa porque trata-se de alterações no contrato social e alguns acordos internos entre sócios e familiares, para que essa apólice seja colocada dentro do contrato social e que ela tenha como foco a compra das cotas do sócio falecido por parte dos familiares. Porque mesmo que a empresa tenha o valor para comprar tais cotas, se isso não estiver descrito no contrato os sócios sobreviventes podem utilizar esse valor da forma que quiserem”, reforçou.

Ainda conforme Thiago, é preciso entender que muitos familiares ao herdarem cotas de uma empresa não possuem interesse em gerir o negócio e isso pode acabar atrapalhando, “principalmente se os sócios vivos não tiverem condições de comprar as cotas da família do falecido. Um exemplo seria uma empresa de transportes, onde quem herdou-a foi um filho que é médico. Ele, naturalmente, acaba não querendo gerir o negócio, querendo apenas o dinheiro”.

“Por outro lado, a busca pelo conhecimento evita que as pessoas sejam enganadas por quem tem má-fé e acabem recebendo valores menores do que os de direito”, completou.

Thiago reforçou seus argumentos indo pelo dito popular de que é melhor prevenir do que remediar.

“Busquem esse seguro. Se proteja das eventualidades. Eventualidade não avisa. Muitas ideias que você tem hoje podem acabar com o fato de que você tenha algum problema de saúde e até mesmo a morte”, completou.

Outro ponto descrito por Thiago é que, “no falecimento de um dos sócios, a empresa precisa de liquidez para resolver as questões de sucessão e compra das cotas. E em uma família o processo de sucessão também é necessário, porém na questão de inventário que tem custos que podem chegar até 20% do patrimônio. A diferença entre as sucessões é que uma o beneficiário é uma pessoa jurídica e na outra uma pessoa física”.

“E mesmo que uma empresa esteja passando por uma processo de Holding, não significa que não precisa de um seguro com foco em sucessão, pois muitas vezes o processo não foi finalizado”, concluiu.

Membro da organização com melhores profissionais do mundo em seguro de vida/pessoas, Thiago Sena é atualmente sócio da empresa AddGroup, que trabalha na área de seguros.

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