Sincor-SP realiza maior Conec de todos os tempos

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O Sincor-SP (Sindicato dos Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo) realizou a 18ª edição do Conec, com o tema “Distribuição de seguros: essa força é nossa!”, entre os dias de 27 a 29 de setembro. O evento neste ano, que é o maior do setor de seguros na América Latina, bateu recordes, ficando conhecido como “O maior Conec de todos os tempos”.

Reinventar-se superando as expectativas no evento é desafio do Sincor-SP a cada edição. Para este ano, o congresso contou com importantes mudanças. A primeira é que o evento foi realizado em novo local, no Transamerica Expo Center, para receber 10 mil participantes. Na 17ª edição, em 2016, 6.600 profissionais estiveram reunidos em três dias de congresso.

“Vivemos um mundo de mudanças – isso deixou de ser questionado. E essas mudanças, que muitos tratam como ameaças, o Sincor-SP enxerga como oportunidades”, disse o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, na cerimônia de abertura. “A oportunidade, a mudança, traz riscos, mas também a certeza de que quando enfrentamos os desafios com planejamento e coragem, somos vencedores. Por isso, o Sincor-SP encarou o desafio de mudar o Conec”.

A formatação da grade de palestras teve como foco o futuro da corretagem de seguros, com impactantes temas debatidos em um mesmo auditório. A Exposeg contou com a presença de mais de 50 empresas do setor, comprometidas em intensificar o relacionamento com os corretores de seguros. Na parte de entretenimento, os congressistas assistiram aos shows dos cantores Thiaguinho e Luan Santana, e participaram do sorteio de nove automóveis.

Cenário político em pauta

A cerimônia de abertura do 18º Conec trouxe ao palco personalidades do mercado de seguros, como o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, do SindsegSP, Mauro Batista, da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, além do presidente do Sincor-SP e toda diretoria executiva. Os profissionais reforçaram a capacidade técnica do mercado de seguros e o quanto o Brasil precisa estar ajustado nesse padrão de solvência.

Representando o prefeito de São Paulo durante a solenidade, o vereador Police Neto elogiou a solvência do mercado de seguros. “O setor tem uma poupança de quase R$ 1 trilhão e apresenta uma organização sólida e uma capacidade técnica para calcular riscos. Infelizmente, quando olhamos para o setor público não é assim que funciona. A sociedade e a política brasileira precisam dessa expertise do mercado de seguros”, acredita o vereador.

O tema também foi abordado no painel “Política e o setor de seguros – Pauta construtiva para o futuro”, que teve como âncora o jornalista Ricardo Boechat. Na ocasião, o presidente da CNseg questionou a importância dada pelo governo ao setor. “Temos que exigir que o setor de seguros passe para o centro de políticas públicas no Brasil, e não estamos falando de protecionismo, mas de leis que são importantes, não apenas para o setor, mas também para a sociedade”.

Neste sentido, o presidente licenciado do Sincor-SP, Alexandre Camillo, ressaltou a importância de inserir a política setorial no contexto da política nacional. “Se em um semestre tão difícil como o primeiro de 2018 conseguimos crescer 9%, imagina com maior representatividade”, destacou.

Palavra do Ministro do STF

Com o tema “Visão de futuro para um Brasil melhor”, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, traçou um panorama dos acontecimentos que marcaram o País nos últimos anos. Segundo ele, o Brasil passou de um estado de euforia – com o crescimento da economia, grande prestígio internacional, escolha do País como sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas – para um estado de depressão – com o desemprego, a crise econômica e os graves escândalos de corrupção.

Para Barroso, apesar do cenário desfavorável, nos últimos 30 anos o Brasil teve três importantes avanços, que devem ser celebrados. O primeiro diz respeito à estabilidade econômica. “O Brasil é um país de muitos abalos institucionais. Portanto, essa estabilidade deve ser celebrada”, disse. O segundo é a estabilidade monetária. “O período de inflação era um flagelo. Com o Plano Real, finalmente saímos desse cenário”. Já o terceiro motivo para comemorar diz respeito às importantes vitórias sobre a pobreza extrema, conquistadas nos últimos anos.

O presidente do Conselho de Administração da Porto Seguro, Jayme Brasil Garfinkel, esteve entre os debatedores e defendeu a parceria entre a iniciativa privada e as redes de ensino. “Não existe motivo para as empresas não terem benefício fiscal se investirem em educação. O Estado poderia controlar o desempenho dessas escolas. É uma relação na qual todos ganhariam”. Ante aos desafios, o 1º secretário do Sincor-SP, Marcos Abarca, também lembrou a importância da sociedade ocupar o espaço democrático de maneira efetiva. “Não podemos delegar esse poder”, frisou.

Futuro chegou à corretagem de seguros

Durante o painel “Insurtech: tecnologia do presente – Preparando o futuro da corretagem de seguros”, especialistas abordaram as oportunidades de inovação disponíveis aos corretores de seguros. As insurtechs desenvolvem sistemas e aplicativos para seguradoras e corretoras, e, cada vez mais, crescem em número no mercado. “Em 2017, mapeamos 78 insurtechs no Brasil. No mundo, já são 1,5 mil”, contou o integrante do Comitê de Insurtechs da Câmara-e.net, Robson Machado.

No painel “O carro do futuro e o mercado de seguros”, o coordenador do Comitê de Inovação do Sincor-SP, Marcelo Blay, trouxe uma cena que parece ficção cientifica, mas em sua visão será realidade do setor muito em breve. “Imagine a seguinte cena: uma jovem faz o pedido de um carro na Amazon, pelo aplicativo de assistente pessoal Siri. Ao entrar no carro, a seguradora do veículo, também por app, oferece o trajeto mais seguro até o destino desejado. Imagine então que ao chegar ao destino, a motorista acabe batendo o veículo em um poste. Ao acionar a seguradora, é orientada a mandar fotos do sinistro pelo aplicativo, resolvendo toda a questão por meio virtual. Como vamos atuar nesse novo mercado? Em qual momento nós, corretores, estaremos inseridos? Devemos pensar agora o que vamos oferecer futuramente”.

O painel “Papel do mercado de seguros na construção do futuro”, que reuniu presidentes de seguradoras, mostrou que a categoria dos corretores de seguros, apesar da mudança do mercado, tem muito a comemorar. Eles compartilharam a opinião de que os produtos de seguros terão mudanças, o corretor de seguros precisará acompanhar o novo comportamento do consumidor, desenvolvendo novas soluções e se fazendo presente nos canais em que o cliente deseja estar, mas neste setor um fator essencial é o relacionamento e esse diferencial não vai acabar.

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