Desafios do Open Insurance: sistema está prestes a entrar sua terceira fase, mas ainda encontra dificuldades

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Executivo comenta os obstáculos e acredita que os impactos positivos do sistema só serão notados em 2025

Após três anos do início da implementação do Open Insurance, o projeto dá início a sua terceira fase nos próximos dias, prevista para abril de 2024. Elaborado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão regulador nacional, o Open Insurance pretende compartilhar, entre instituições, informações sobre produtos e serviços de seguros, títulos de capitalização e previdência complementar.

Em um mundo cada vez mais conectado, a adoção do Open Insurance se torna um passo essencial para as seguradoras que buscam inovação e liderança de mercado. O Open Insurance está redefinindo o mercado de seguros, trazendo democratização do acesso, aumento da competitividade, personalização dos produtos, agilidade operacional e abrindo caminho para inovadores modelos de negócio. “Essas mudanças não só representam uma evolução natural do setor, mas também uma oportunidade imediata para as seguradoras se posicionarem à frente no mercado. Por isso, é importante contar com parceiros que auxiliem nessa transição, garantindo que os clientes estejam na vanguarda dessas transformações, se beneficiando desde já da competitividade aprimorada, da oferta de serviços mais alinhados às necessidades dos consumidores e da implementação eficiente dos novos modelos de negócios”, afirma Roberto Monfort, diretor da vertical de mercado financeiro da multinacional brasileira FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que transforma adoção de jornadas digitais em valor para os negócios.

Espera-se que, quando todas as etapas de implantação previstas forem concluídas, as transações de seguros e previdência sigam a mesma jornada de compartilhamento de dados pela qual já passaram outros produtos e serviços bancários no Open Finance.

Na fase 1, as operadoras tiveram que abrir e personalizar os dados, enquanto na fase 2 o compartilhamento foi de fato permitido, desde que com o consentimento dos usuários. A terceira etapa prevê a oportunidade de os consumidores escolherem os serviços sem a necessidade de acessar especificamente os canais das seguradoras.

“É válido que todas as dúvidas que restam sobre o compartilhamento sejam sanadas ao longo da terceira fase, e, para que esses desafios e inseguranças sejam cessados, as instituições devem se preparar para atender à regulamentação técnica e usufruir dos benefícios”, pontua Roberto.

O preparo é fundamental para que essas empresas não fiquem em desvantagem em relação aos concorrentes. Aqueles que olharem tardiamente para o tema estarão menos preparados, não só para o cumprimento da regulamentação, que é bastante criteriosa, mas também para aproveitar as oportunidades que se abrem.

Para integrar o Open Insurance, as empresas participantes precisam atender a diversos requisitos técnicos estabelecidos pela Susep, que buscam garantir segurança e privacidade na transmissão e recepção dos dados por meio de APIs abertas. Outros dois desafios que acompanham a dinâmica do Open Insurance são os processos de aceitação e precificação do risco, em função do compartilhamento de dados de fidelidade, pontualidade e sinistralidade, e a disponibilização de portais ou aplicativos que permitam a boa usabilidade dos dados compartilhados.

“Essas providências técnicas são requisitos impostos a todas as participantes que pretendem integrar o Open Insurance. Contudo, é importante esclarecer que essas medidas permitirão o recebimento apenas de dados brutos. Cada receptora terá que desenvolver sua própria estratégia de inteligência para fazer um uso otimizado dessas informações que de fato permita abrir novas oportunidades e um posicionamento competitivo”, ressalta.

Segundo o executivo, contar com o apoio de empresas especializadas pode potencializar o aproveitamento das novas possibilidades com a velocidade que o momento requer. “Estamos preparados para apoiar as organizações que queiram participar dessa mudança. Assim como já ocorreu no Open Finance, a FCamara desenvolveu um acelerador que atenderá os requisitos tecnológicos e regulatórios para transmissão e recepção de dados. Com ele, seremos capazes de ajudar seguradoras e outras instituições no acesso às informações e aos benefícios que o Open Insurance trará”, conclui.

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