Meu Doutor Novamed alerta para aumento de casos de distúrbios alimentares

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Índice de pacientes com obesidade subiu de 12,5% para 41% na rede em um ano; nutricionista alerta para os impactos na saúde física e emocional

A pandemia do Covid-19 trouxe um alerta sobre a importância da atenção à alimentação saudável. Questões profissionais e emocionais desencadearam desequilíbrios no consumo de alimentos em muitas pessoas, que ainda sentem o impacto. Somente no último ano, a rede de clínicas Meu Doutor Novamed, do Grupo Bradesco Seguros, registrou um aumento de 28,5 pontos percentuais no índice de pacientes com problemas relacionados à obesidade, que passou de 12,5% para 41% entre o segundo semestre de 2021 e o mesmo período do ano passado. 

Segundo a nutricionista Kassia Oliveira (foto), da Meu Doutor Novamed, uma dieta equilibrada favorece não apenas o sistema imunológico, como também é essencial para combater os riscos de doenças adjacentes ao sobrepeso. “É por meio da ingestão de alimentos saudáveis que ofertamos ao organismo nutrientes, vitaminas e minerais necessários para o seu bom funcionamento. E, muito além de manter o corpo vivo, a nutrição tem um papel essencial na prevenção de diversas doenças, como obesidade, diabetes, dislipidemia, hipertensão, doenças cardiovasculares, anemia e várias outras”, explica a especialista da rede Meu Doutor Novamed nas unidades Méier e Niterói, no Rio de Janeiro.

O Atlas Mundial da Obesidade de 2023, publicado pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation), apresenta a projeção de que 41% dos brasileiros adultos serão considerados obesos no Brasil até 2035. Se por um lado, o aumento da obesidade nessa população tem preocupado os médicos, por outro, os transtornos alimentícios entre crianças e adolescentes também merecem atenção. Um estudo publicado no último mês de fevereiro na revista Jama Pediatrics mostrou que um a cada cinco jovens entre 6 e 18 anos apresentam desordem alimentar, podendo evoluir para bulimia, anorexia nervosa ou transtorno de compulsão. O trabalho aponta ainda que a proporção é maior entre as meninas, chegando a 30%, quase o dobro do índice entre meninos da mesma idade, que é de 17%. 

De acordo com Kassia, problemas de desnutrição podem comprometer o desenvolvimento psicomotor e linguístico, gerar déficit de aprendizado, infertilidade, enfraquecimento do sistema imune e aumento do risco de internação e morte. A especialista ainda ressalta que os distúrbios alimentares podem também impactar a saúde mental dos indivíduos. 

“A alimentação não reflete somente na condição física, ela é também de grande impacto para a saúde mental. Existe essa relação, pois o que ingerimos impacta nosso cérebro, cognitivo e estado emocional. Portanto, devemos ter uma dieta com a combinação certa de vitaminas, minerais, óleos e gorduras saudáveis, para ajudar nas nossas funções cerebrais, níveis de energia, memória, além de controlar as emoções”, alerta Kassia Oliveira. 

Como construir hábitos alimentares saudáveis de forma consciente

Tendo em vista a saúde como bem maior e a importância dos cuidados a longo prazo, a construção de novos hábitos alimentares podem reforçar a imunidade, a força física e o bem-estar emocional. Para traçar essa nova jornada, a nutricionista da rede Meu Doutor Novamed traz seis dicas para a construção de novos hábitos alimentares:

1.           Autoconhecimento — Ter consciência sobre o porquê da mudança. Muitas vezes, as pessoas não mudam os hábitos porque não veem importância real nos novos comportamentos.

2.           Definir seu objetivo/ motivação — Ter um motivo verdadeiro ajuda a ter mais determinação. É importante traçar objetivos e ir avançando em pequenas etapas. Quanto maior o foco, melhor será o próprio resultado.

3.           Criar uma rotina realista — Faça uma transição gradual. Mudanças drásticas ou extremamente restritivas geram compulsão, alterações de humor e até mesmo desistência. O ideal é diminuir hábitos negativos e aumentar os positivos.

4.           Disciplina e Constância — Criar hábitos alimentares não é sinônimo de nunca mais consumir alimentos fora da rotina mais saudável, mas é preciso manter a disciplina e não utilizar esse escape como gatilho para outros.

5.           Saber diferenciar fome fisiológica de fome emocional — A fome fisiológica tem sintomas físicos e é marcada pela falta de energia. A fome emocional é caracterizada pela vontade de ingerir um determinado alimento, podendo ter relação com ansiedade ou depressão. É importante reconhecer se há um gatilho emocional levando a esse consumo impulsivo.

6.           Buscar um nutricionista — O contato com o profissional é importante para evitar dietas restritivas que possam gerar danos para a saúde fisiológica ou mental. O nutricionista auxiliará a montar o melhor plano para os seus novos hábitos alimentares.

Como deve ser uma alimentação equilibrada

Para Kassia Oliveira, uma refeição balanceada deve ser representada da seguinte forma: “50% do prato deve dispor de um mix de saladas crus ou cozidas, pois elas são ricas em fibras e minerais; 25% devem ser ocupados por fonte de carboidratos como arroz, batata, macarrão; os demais 25% é o local da proteína”.

Importância do acompanhamento multidisciplinar

Sobre o tratamento dos pacientes, a especialista destaca a importância do acompanhamento multidisciplinar. Na rede Meu Doutor Novamed, esse atendimento conta com a coordenação do médico de família, que compartilha a assistência com outras especialidades médicas, além de nutricionistas e psicólogos. Os pacientes são acompanhados de forma individualizada pela equipe, em linhas de cuidado continuado.

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