Mulheres ativas do mercado contam suas histórias de liderança e descobertas

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Durante três noites de março, o II Encontro Mulheres CVG RS recebeu diferentes vozes femininas que compartilharam com o público seus caminhos profissionais e de vida. O encerramento aconteceu dia 30, com duas vozes importantes no combate à violência doméstica: a Delegada de Polícia plantonista da Delegacia da Mulher de Porto Alegre, Fernanda Campos Hablich; e a Coordenadora de Projetos do Instituto Maria da Penha, Rose Marques.

A abertura (28) foi marcada pela forte voz da Educadora Jane Manssur abordou as ondas do feminismo e a construção de um mundo com maior equidade por homens e mulheres em conjunto. Além dela, esteve presente a Diretora de Ensino Técnico da Escola de Negócios e Seguros (ENS) Maria Helena Monteiro, discutindo os impactos da pandemia na vida das mulheres.

Jane Manssur ressaltou a importância da mulher ganhar espaço no mercado e na política. “Uma das coisas que minha geração se propôs foi dar destaque à carreira de mulheres, então trouxemos mulheres para a docência. Na medida em que essa mulher podia ser uma docente, ela se destacava e as pessoas começaram a conhecê-la melhor. Mas, sem dúvida, existiu muita dificuldade no começo. Era preciso falar com o marido ou saber quem ia cuidar das crianças. Nós queríamos mostrar o quanto elas poderiam estar na escola e ser docente para ter uma carreira dentro do próprio mercado”.

Já Maria Helena falou sobre o quanto a mulher foi afetada na pandemia. “Na pandemia a mulher sofreu mais e de várias maneiras. As mulheres ficaram mais pobres, principalmente aquela chefe de família com filhos. Houve perda de renda, desemprego e a impossibilidade de adotar o distanciamento social. Sem falar da violência doméstica que várias sofreram”.

Na segunda noite (29), um forte trio de mulheres do setor de seguros debateu mercado e liderança:  Carol Vieira, Diretora Executiva Corporate da MAG Seguros; Cláudia Oliveira, Diretora da Rio Grande Seguros e Previdência, e Simone Magalhães, Corretora de Seguros e Especialista em Treinamentos. Elas compartilharam suas vivências na área e destacaram a importância das atuações femininas em cargos de liderança para o crescimento de outras mulheres.

As três mulheres ressaltaram a coragem feminina na busca por seu espaço. “Discutir o feminino no mercado de seguros não serve apenas às mulheres, e sim para homens e mulheres. Fico grata aos líderes que tratam o tema da equidade com tanto respeito”, destacou Carol Vieira.

Simone Magalhães reafirmou o quanto a mulher precisa estar presente no setor de seguros. “Ainda é muito baixa a participação da mulher no universo do corretor de seguros. Esse mercado é importante e é porta de entrada para muitas mulheres alcançarem as próprias realizações e a independência, inclusive financeira”.

Cláudia Oliveira, a terceira convidada, comentou: “As mulheres, por sua capacitação, são capazes de se unir para fortalecer o mercado de seguros, inclusive mostrando o quanto ele é importante para toda a sociedade. Em especial quando o mundo passou por tantas perdas, mudanças e reflexões com a pandemia de Covid-19”.

Na noite de encerramento Rose Marques, Coordenadora de Projetos do Instituto Maria da Penha, defendeu o necessário acolhimento às mulheres. “Todas as mulheres precisam ter acesso ao serviço especializado. Os Entes da Federação  precisam ter uma atuação política que acolham as mulheres. Existem muitos fatores que as deixam mais frágeis. Nesses dois anos de pandemia muitas mulheres estão perdendo seus empregos, seus sustentos. Muitas saíram de uma estabilidade e deram crescimento ao desemprego e à feminização da pobreza”.

As convidadas concordaram que quem mais sofre em grandes crises são as mulheres. É sobre elas que recaem os maiores problemas. A delegada Fernanda Campos Hablich completou: “Para mulheres que nos cercam é fundamental dar essa rede de apoio. Se a mulher tem vergonha de ir à delegacia, ela precisa procurar pessoas que ela confie ou perguntar para alguém como pode ser ajudada. Não é vergonha pedir ajuda. Se a mulher acha que está sofrendo abuso, é por que ela está mesmo”.

A presidente do CVG RS, Andréia Araújo, conduziu as três noites do evento e falou o quanto foi importante ouvir as trajetórias de tantas mulheres que são exemplo dentro do mercado. “Depois de três noites de sucesso do II Encontro Mulheres CVG RS, o Clube só tem a agradecer às participantes e ao público que prestigiou essas vozes femininas”.

Andréia Araújo, destacou a importância e o impacto positivo deste encontro. “Pelo segundo ano trazemos o ‘Especial Mulheres’ do CVG RS. Quando essa ideia nasceu, nossa intenção era homenagear todas as mulheres através de outras mulheres inspiradoras, falando de carreira, desafios e conquistas. Ao fazer um balanço dos últimos dois anos considerando as mulheres incríveis que estiveram conosco e os temas importantes que abordamos, chego à conclusão de que essa ação tomou uma proporção muito maior do que imaginávamos. Neste ano tivemos três noites de muito aprendizado nas falas de mulheres de fato incríveis, com experiências diversas, mas todas conectadas num ideal comum: o desenvolvimento, crescimento e sobretudo a segurança de todas as mulheres. Foi emocionante!”.

A Presidente da Entidade registrou o especial agradecimento à Maria Helena Monteiro, Jane Manssur, Carolina Vieira, Claudia Oliveira, Simone Magalhães, Rose Marques, Fernanda Hablich, e a todas que fizeram a diferença nas lives do CVG RS. “Desejo que todas as pautas que trouxemos ao longo das últimas três noites não fiquem restritas ao mês de março. Que sejam pautas recorrentes todos os dias até alcançarmos a equidade, igualdade e segurança física e emocional para todas as nossas mulheres“, destacou. Desejamos que encontros enriquecedores assim sejam mais constantes.”

Com o público do CVG RS, o Clube compartilha a intenção de que encontro exista anualmente com o intuito de agregar valor ao trabalho feminino e mostrar o quanto as mulheres são atuantes em um mercado ainda tão competitivo.

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