Seguradoras faturam R$ 15,8 bilhões. Destaque para Crédito e Garantia. Capitalização injeta R$ 9 bilhões na economia

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Boletim IRB+Mercado mostra que o setor cresceu 11,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, com destaque para Crédito e Garantia (+22,1%). No ano, o avanço foi de 14% (R$ 73,4 bilhões)

A 32ª edição do Boletim IRB+Mercado, divulgada em 26 de 7 pela plataforma IRB+Inteligência, mostra que as seguradoras faturaram cerca de R$ 15,8 bilhões em maio, alta de 11,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. A maior variação mensal verificada foi no segmento Crédito e Garantia com crescimento de 22,1%.

No acumulado do ano, por sua vez, o setor emitiu R$ 73,4 bilhões em prêmios, variação positiva de 14%, ante os 5M22. Com crescimento de dois dígitos em quase todos os segmentos, a maior alta do período foi Automóvel com 19,9%.

O relatório, que considerou números publicados pela Susep – órgão regulador do setor – em 17/07, indica que a sinistralidade geral de maio apresentou queda de 9,9 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo mês de 2022, fechando em 42,2%. Já nos cinco meses iniciais do ano, a redução foi de 13,7 p.p. frente ao mesmo período de 2022, totalizando 45,2%.

Por segmento

Em maio, Vida faturou R$ 5,2 bilhões e cresceu 4,6%, encerrando o acumulado do ano com avanço de 8,7% frente ao mesmo período de 2022. A maior variação nominal foi o produto seguro Viagem, com 18,6%. Nos 5M23, a sinistralidade foi de 29,9% (-2,1 p.p.). Já Automóvel, arrecadou R$ 4,8 bilhões e, com isso, evoluiu 13,7% fechando os 5M23 com crescimento de 19,9%. A sinistralidade no ano foi de 60,2%, redução de 14,2 p.p em comparação a igual período em 2022.

Danos e Responsabilidades faturou R$ 2,9 bilhões, em maio, obtendo alta de 18,4% em relação ao mesmo mês em 2022. No ano, o crescimento foi de 14% ante os 5M22, devido, principalmente, ao desempenho do produto Riscos Nomeados e Operacionais, da linha de negócio Patrimonial, com variação de 25,4%. A sinistralidade reduziu de 47,2% (5M22) para 40,4% (5M23). Individuais contra Danos emitiu R$ 1,2 bilhão em prêmios, em maio, variando 9% e fechou os cinco primeiros meses do ano com avanço de 13,2%. Para ambos os períodos, o avanço foi devido, sobretudo, aos seguros Compreensivo Empresarial e Residencial. A sinistralidade foi de 35,9% no ano, o que representou redução de 4,3 p.p. em relação aos 5M22.

O faturamento de Rural chegou a R$ 1,1 bilhão em maio. O segmento Rural evoluiu 14,5% nos 5M23 em relação ao acumulado de 2022, graças aos R$ 5 bilhões arrecadados neste ano. Já no quinto mês de 2023, a variação foi de 13,9%. A sinistralidade em maio foi de 24,3% e no acumulado anual foi 45%, ambos com melhora do indicador em relação aos mesmos períodos de 2022. Já Crédito e Garantia faturou R$ 557 milhões, em maio, encerrando o mês com a maior variação nominal em relação aos demais segmentos: 22,1%. No acumulado de 2023, Crédito e Garantia evoluiu 18,9%, atrás apenas do Automóvel e influenciado, majoritariamente, pelo produto Garantia Segurado – Setor Público (22,9%). A sinistralidade atingiu 90,6%, aumento de 72,2 p.p. frente aos 5M22, devido à elevação dos sinistros ocorridos na linha de negócio Garantia, principalmente, nos produtos Garantia Segurado – Setor Público e Privado.

Mais de R$ 9 bilhões foram pagos pela Capitalização, de janeiro a maio de 2023, entre resgates e sorteios

Os números, divulgados pela Susep e analisados pela FenaCap, apresentam o desempenho do segmento, que alcançou mais de R$11 bilhões de receita, no período.

Mais de R$ 9 bilhões foram injetados na economia, por meio de sorteios e resgates de Títulos de Capitalização, no período de janeiro a maio de 2023, segundo dados divulgados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), analisados pela FenaCap (Federação Nacional de Capitalização). Somente os sorteios pagaram R$27,8 milhões, por semana, uma média de R$5,9 milhões por dia útil.

Desde 2019, a ferramenta de disciplina financeira, também auxilia na manutenção de entidades do Terceiro Setor, por meio da Modalidade Filantropia Premiável – quando o cliente cede o direito de resgate à uma instituição beneficente e participa de sorteios. Segundo o levantamento da Susep, de janeiro a maio de 2023, R$ 606 milhões foram direcionados a instituições do terceiro setor, por meio da Capitalização, e R$ 407 milhões foram pagos em sorteios.

A diversidade de canais de distribuição é uma das características que contribuem para impulsionar o mercado, com inúmeras maneiras de contratação, inclusive em pontos comerciais de alta frequência de consumo como supermercados, lojas, mercados, centros de compra e outros. A Capitalização vem crescendo, nos últimos anos, de forma contínua, e isso é resultado de muitas ações assertivas, como o lançamento de novos produtos, diversificação dos canais de distribuição, formas de pagamento, precificação, prazos e valores de sorteios.

Desempenho do setor no mês de maio

Somente no mês de maio, mês correspondente ao último balanço divulgado pela Susep, a arrecadação do segmento totalizou R$ 2,60 bilhões, sendo contabilizados R$ 1,86 bilhões pagos em resgates. A modalidade Tradicional registrou a maior participação dentre os segmentos, totalizando R$ 1,9 bilhões. Já em Instrumento de Garantia e Filantropia Premiável, a arrecadação chegou a R$ 243,6 milhões e R$ 321,9 milhões, respectivamente. “A Capitalização agrega disciplina financeira e sorteios, sendo um segmento com muita aceitação no mercado brasileiro, com diversas possibilidades. A modalidade Garantia, por exemplo, pode ser utilizada para garantir melhores taxas em financiamentos, aluguéis dentre outros tipos de contratos. Representamos um segmento maduro da economia, com mais de 90 anos de atuação, soluções de negócios variadas, disciplina financeira e filantropia”, reforça Denis Morais, presidente da FenaCap.

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